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Você precisa conhecer o CPC (Caminhos do Planalto Central)!


Os Caminhos do Planalto Central fazem parte da Rede Brasileira de Trilhas e integram o Caminho dos Goyazes, que conecta a cidade de Goiás à Chapada dos Veadeiros. Esse sistema abrange cerca de 400 km de trilhas voltadas para pedestres, ciclistas e cavaleiros, estruturadas em três segmentos que partem de dois pontos de destacada relevância ambiental e histórica: a Floresta Nacional de Brasília e a Pedra Fundamental, localizada no Morro do Centenário. A ligação com o Caminho dos Goyazes ocorre em dois extremos: a Lagoa Feia, em Formosa-GO, no lado leste, e a Barragem do Descoberto, em Águas Lindas-GO, no lado oeste.


A topografia do Planalto Central caracteriza-se por terrenos predominantemente planos com leves ondulações, enquanto o Cerrado, com suas variadas fitofisionomias, é a vegetação predominante. O clima da região é marcado por duas estações bem definidas: uma chuvosa e outra seca. Hidrograficamente, o Distrito Federal é berço de nascentes que alimentam três importantes bacias hidrográficas brasileiras, promovendo rica biodiversidade: a Bacia do Tocantins/Araguaia (com o Rio Maranhão, afluente do Tocantins), a Bacia do Rio São Francisco (com o Rio Preto, afluente do Paracatu) e a Bacia do Rio da Prata (com os rios São Bartolomeu e Descoberto, afluentes do Paraná).


O DF também destaca-se como uma das unidades federativas com maior número de áreas protegidas, com mais de uma centena de Unidades de Conservação (UCs) e parques de uso múltiplo, tanto em nível federal quanto distrital. Entre essas, 94 são gerenciadas pelo Instituto Brasília Ambiental (IBRAM-DF), sendo ricas em fauna e flora nativa do Cerrado. Essas áreas oferecem ambientes ideais para caminhadas ecológicas, esportes ao ar livre, educação ambiental, pesquisa científica e eventos culturais e sociais. Graças a essa ampla rede de áreas verdes, Brasília é reconhecida como uma das cidades brasileiras com maior proporção de áreas verdes por habitante.


A educação ambiental é uma atividade prioritária em diversas categorias de Unidades de Conservação. Nesse contexto, os Caminhos do Planalto Central são uma ferramenta diferenciada para sensibilizar a população, promovendo mudanças positivas em valores, princípios e comportamentos.


Com centenas de quilômetros de extensão, os percursos conectam áreas de ecoturismo e locais classificados como Patrimônio Cultural da Humanidade. As trilhas cruzam paisagens, unidades de conservação e inúmeros atrativos ambientais, culturais e históricos do Planalto Central. A escolha por três segmentos distintos reflete a riqueza e a diversidade do território do Distrito Federal, apesar de sua pequena área territorial. Essas opções oferecem experiências variadas para os trilheiros, conforme descrito a seguir:


  1. Arco Brasília (85 km):Este trajeto possui ênfase cívica, histórica e cultural, com destaque para o Eixo Monumental de Brasília, que reúne elementos arquitetônicos e paisagísticos de grande relevância, simbolizando a importância cívica e o modernismo arquitetônico da cidade. O percurso proporciona uma imersão no centro urbano de Brasília, com seu traçado único, monumentos, obras de arte, palácios e mirantes, representando um Patrimônio Cultural da Humanidade.

  2. Arco Cafuringa (131 km):De caráter ambiental, rural e histórico, esta rota oferece contato com o Cerrado preservado, topografia variada e uma conexão com várias Unidades de Conservação. É uma trilha ideal para os que buscam imersão na natureza e na cultura rural e religiosa da região.

  3. Trilha União (80 km):Este trajeto destaca-se por seu apelo paisagístico, cultural, místico e gastronômico. Ao longo do caminho, há espaços para experiências espirituais, boa gastronomia e manifestações culturais. Um marco importante é a Torre Digital, símbolo dos Caminhos do Planalto Central.



Curiosidades


Os Caminhos do Planalto Central receberam esse nome em homenagem ao território identificado desde o século XIX como destinado à futura capital do Brasil. O Artigo 3º da Constituição Federal de 1891 determinou que: “Fica pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 km², que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal”. Em 1892, foi criada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada por Luiz Cruls, um belga naturalizado brasileiro. Essa denominação também busca homenagear os habitantes originais, os residentes da região e a cidade de Brasília.

O Relatório Cruls (1894) descreveu o Planalto Central da seguinte forma:“... deste planalto, porém, a única parte à qual cabe a denominação de central é aquela que se acha nas proximidades dos Pirineus, no Estado de Goiás, não somente por ser, na realidade, a mais próxima do centro do Brasil, como também por se acharem aí as cabeceiras de alguns dos mais caudalosos rios do sistema hidrográfico brasileiro, isto é, o Tocantins, o São Francisco e o Paraná”.


E o melhor de tudo é que você pode contribuir com tudo isso! Ajudando a construir essa mega rede que trás inumeros benefícios a todos nós :)

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